Filmes
Uma Prova de Amor
Quando cheguei em frente a bilheteria do cinema para escolher um filme semana passada, vi que “Uma Prova de Amor”, novo filme da Cameron Diaz, tinha Nick Cassavetes (Alpha Dog) na direção. Não pensei duas vezes. Persuadi, com toda minha lábia, meus amigos que ainda estavam em dúvida quanto ao melhor.
Para aqueles que conhecem bem o diretor, sabem que seus filmes são, em sua grande maioria, feitos para chorar ou chocar. Que o diga o sucesso “Diário de Uma Paixão”, que levou milhões de espectadores às lágrimas desde 2004, quando foi lançado.
A história do longa gira em torno de uma família, Fitzgerald, cuja filha do meio, Kate, interpretada pela surpreendente Sofia Vassilieva, sofre de leucemia desde criança. E graças a sua irmã mais nova, Anna (Abigail Breslin), concebida para ser geneticamente compatível à irmã e lhe ajudar nos momentos de crise, sua vida foi estendida até a adolescência.
O ponto crítico da trama se dar quando Kate passa a precisar de um rim e Anna resolve seguir uma vida normal sem querer mais ajudá-la geneticamente.
Em forma de flashbacks, o diretor mostra o quanto a doença da menina, diagnosticada ainda bebê, mudou a vida da família, e a luta da mãe, interpretada por Cameron Diaz, para fazer com que ela escape da morte a cada crise seguida de internação.
Para mim, sempre acostumado a ver Cameron Diaz interpretando mulheres lindas, poderosas e felizes em comédias românticas, fiquei com medo dela decepcionar num papel tão dramático como esse. O que não foi o caso, a atriz não chega a ser uma Meryl Streep, mas também não faz feio.
Abigail Breslin, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Pequena Miss Sunshine”, com todo seu carisma e talento consegue fazer o telespectador ficar furioso com sua personagem em alguns momentos na trama. Porém, a surpresa do filme ficou por conta de Sofia Vassilieva, dona do papel após a desistência de Dakota Fanning (Lua Nova).
A atriz, que faz parte do elenco da série Medium, terminou revelando-se nesse papel, arrancando muitas lágrimas dos espectadores e elogios da crítica. Que o digam meus amigos jornalistas Thiago Tavares, Diego Negrellos e Wesley Rocha.
Cassavetes sabe realmente como afetar o público. Com elementos que deixam qualquer um emocionado, uma trilha sonora depressiva e texturas na composição das imagens por meio da ausência de foco em alguns momentos nas cenas, ele transformou o longa em mais um clássico do cinema dramático.
Apesar de “Uma Prova de Amor” terminar com uma mensagem positiva mostrando ao público que as pessoas sempre acabam superando suas dores, toda sessão em que eu me encontrava saiu do cinema com os olhos vermelhos de tanto chorar.
Escrito por Dardinelhes às 18h06




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