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Te Amarei Para Sempre

“Te Amarei Para Sempre” foi uma das últimas frases que pronunciei no final de meu namoro há alguns anos atrás. Na época eu acreditava em toda essa baboseira. Hoje sei que isso não procede mais. Pelo menos na vida real.
Ninguém consegue amar outra pessoa para sempre. Salve as exceções, como pai, mãe, filho e outros familiares.
O que acontece quando se está envolvido sentimentalmente com outra pessoa é que você passa a não enxergá-la da forma que realmente ela é. Passando a ver apenas as coisas boas. O amor é poderoso e consegue nos cegar de um jeito muito difícil de escapar. Mas quem não quer está cego? De vez enquanto isso é bom, não é?
Bem, mas vamos ao que interessa. “Te Amarei Para Sempre” é a versão cinematográfica do romance “A Mulher do Viajante No Tempo”, da escritora Audrey Niffenegger. O titulo foi trocado para atrair mais expectadores aos cinemas, mesmo sabendo que a história é bastante fiel ao livro.
Os distribuidores brasileiros sabem perfeitamente que o público nacional prefere duas vezes ir aos cinemas quando o filme é um romance daqueles bem açucarado, sobre um amor que resiste ao tempo, do que para uma ficção.
Rachel McAdams (Diário da Paixão) é Claire, estudante de artes que desde pequena sonha em se casar com o personagem de Eric Bana (Munique), só que existe um pequeno probleminha para que esse amor possa acontecer, o rapaz viaja no tempo espontaneamente.
O mais interessante é que para essas viagens acontecer, Herry não precisa de uma máquina do tempo, como H.G. Wells desenvolveu em sua história. Nosso herói desaparece do nada, deixando apenas suas roupas, indo para lugares onde possui certa afinidade.
A abordagem do filme não fica focada nas viagens do protagonista, mas sim no romance entre ele e Clare, que passa grande parte de sua vida nutrindo esse sentimento por Henry.
“Te Amarei Para Sempre” é dirigido por Robert Schwentke (Plano de Vôo), que em alguns momentos do filme quase perde o foco da história por causa das viagens ao tempo, e o roteiro na responsabilidade de Bruce Joel Rubin (Impacto Profundo).
Uma das coisas que me chamou mais atenção no filme foi a escolha musical para o casamento do casal, que dança em plena festa embalados pela nada esperançosa balada “Love Will Tear Us Apart”, na versão da excelente banda canadense Broken Social Scene.
O filme é simplesmente um aviso para aqueles, que como eu, um dia já se apaixonaram e se deixaram cegar: O amor é fadado as decepções! Bem, sei que nada é mais pior do que amar alguém que vive viajando no tempo.